domingo, 19 de junho de 2016

Políticas Públicas Educacionais e sua relação com a Globalização e o Neoliberalismo

Para entendermos o que são politicas públicas e políticas públicas educacionais, é necessário antes de tudo ter o conhecimento do que é política. Política é a participação ativa do cidadão “livre” sobre os rumos de seu Estado “país”, ajudando assim escolher o melhor que venha a beneficiar sua sociedade como um todo. Portanto, todos nós fazemos política, pois somos sujeitos ativos em nossa sociedade, querendo ou não, de uma forma ou de outra tomamos decisões mediante os conflitos que surgem seja de caráter pessoal ou social. Isso também é fazer política! Mas o que então seria políticas públicas?  De uma forma bem simples, e tendo já o conhecimento do que seria política, política pública é toda ação do governo em prol da sociedade. É uma ação intencional daquilo que o governo deseja realizar em benefício da dela. Nessa perspectiva, todos somos sujeitos fazedores de política, ainda que não sejamos participantes responsáveis diretos de sua implantação.
Para cada área da sociedade existem políticas públicas específicas. Existem politicas públicas da saúde, as sociais, do transporte, do trânsito, da educação e tantas outras presentes nos diversos setores da sociedade. Também é necessário dizer que todas estas estão separadas por tipologias diferentes, são elas: Distributivas, Redistributivas, Regulatórias e Estruturadas. Cada uma delas tem sua função, mas irei dar enfoque ao que são as redistributivas. Elas são aquelas que visam ajudar a população por meio da redistribuição de renda ou recursos às classes mais baixas, por meio de recursos vindos de outros grupos específicos, ou seja, daqueles com maiores poderes aquisitivos. Um exemplo a ser citado é a diminuição na taxa da conta de luz, que embora seja diminuída do cidadão mais pobre, o valor é adicionado à conta do cidadão mais rico (de classe alta), ou seja uma redistribuição.
Mas o que seria Política Pública Educacional e quais as relações do neoliberalismo e a globalização nesse tipo de política.
Política pública Educacional é toda ação do governo voltada a área da Educação, porém em um conceito mais amplo, pois ela abrange todos os ambientes educacionais (formais ou informais), além da própria escola, ou seja, nela estão incluídos ambientes como teatro, igrejas, ONG’s e até mesmo a família. Também podemos chamar de política pública educacional, os impactos causados pelas políticas públicas educacionais já implementadas e seus impactos quando estas já não são cumpridas ou quando decaem devido ao corte de verbas. Podemos citar como exemplos de políticas públicas educacionais o FUNDEB, PDE, PROUNI e tantos outros programas, além da garantia do Estado em universalizar a Educação, ofertando gratuitamente do ensino básico ao superior.
À medida que a sociedade passa por transformações no âmbito econômico, esta afeta o sistema educacional. Esse sistema por ser um sistema voltado à sociedade passa por transformações, como aconteceu no neoliberalismo. Neoliberalismo é uma doutrina/ sistema filosófico que teve origem na primeira metade do século XX, com a crise do sistema capitalista, ele reinventa o Liberalismo clássico, porém com uma nova roupagem, e prega a não intervenção do Estado nas questões econômicas, dando liberdade aos grupos econômicos. Com essa liberdade, a educação pública seria afetada de modo que se o Estado não pode intervir na Economia como poderia então ofertar serviços públicos, sendo que esse é um dos objetivos desse sistema: A privatização da Educação. Este então é um sistema que visa beneficiar as classes mais altas da sociedade. O neoliberalismo não teve êxito, pois teve consequências significativas prejudicando principalmente a classe mais pobre. Foram resultados como a deflação, a diminuição dos serviços públicos, as privatizações das empresas e as desigualdades sociais, que os ideólogos desse sistema perceberam que ele fracassou.

Mas o que seria Globalização e qual sua relação com a Educação e o Neoliberalismo? Pois bem, Globalização é o conjunto de transformações política e econômica mundial e também tem seu início no final do século XX. Trata-se de um fenômeno que criou pontos em comum na vertente econômica, social, cultural e política, e que consequentemente tornou o mundo interligado, uma Aldeia Global. Ela gera consequências no âmbito educacional, pois algumas das questões que aparecem em decorrência dela são a exclusão social, o desemprego e o aumento da miséria. A globalização significa a predominância da economia de mercado e do livre mercado, uma situação em que o máximo possível é e privatizado, com o agravante do desmonte social e como consequência, à redução do espaço de ação para os governos. Todo esse conjunto trouxe e trás grandes mudanças na economia e na educação, pois se prioriza os investimentos ligados a economia e passa-se assim a investir muito menos na educação.

Por: José Gerlan Ferreira Santos

Tendências Pedagógicas na prática escolar

 A prática escolar só é possível quando existem condições que assegurem a realização do trabalho docente, condições estas que vão além do pedagógico, pois sabemos que a escola possui funções atribuídas pela sociedade que é heterogênea e com interesses diferentes. Assim o papel da escola se configura em diferentes concepções como consequência dos condicionamentos sociopolíticos da sociedade. Tudo isso implica na realização do trabalho do professor em sala de aula de forma implícita ou explícita, em relação a essa prática há alguns que se baseiam naquilo que aprendeu com outros profissionais, outros são capazes de perceber sua prática no sentido mais amplo e também há aqueles que se atém a ultima tendência sem se preocupar se esta trará resultados à sua prática. Outro fator importante a ser citado nos diz a respeito dos cursos de formação de professores que quase sempre giram em torno de teorias de aprendizagens que muitas vezes não condiz com as realidades vividas, ou não incluem o estudo de correntes pedagógicas. Tudo isso causa certa confusão na cabeça dos professores, pois este vive em uma sociedade onde sua prática é influenciada de diversas formas. Nessa perspectiva Saviani (1981) nos diz que: “Os professores tem na cabeça os movimentos e os princípios da escola nova. A realidade, porém, não oferece aos professores condições para instaurar a escola nova, porque a realidade em que atuam é tradicional.”
Diante dessa situação, podemos ver surgir na prática educativa várias tendências pedagógicas que tem se firmado nas escolas. É também necessário esclarecer que nenhuma das tendências aqui mostradas aparece de forma pura e muito menos conseguem captar toda a riqueza da prática em sua totalidade.
As tendências pedagógicas são classificadas em liberais e progressistas, são elas:

LIBERAIS:                                                     PROGRESSISTAS:
Tradicional                                                     Libertadora
Renovada progressivista                           Libertária
Renovada não diretiva                               Crítico-social dos conteúdos
Tecnicista

PEDAGOGIA LIBERAL: Sendo uma pedagogia própria da sociedade capitalista, ela sustenta a ideia de que a escola tem por função preparar os indivíduos para o desempenho de papeis sociais, de acordo com as aptidões individuais. É dividida em três tendências que são:
Tendência liberal tradicional: O papel da escola consiste em preparar o aluno moralmente e intelectualmente, ou seja, prepará-lo para a vida, seu compromisso é voltado para a cultura. Seus métodos são repetitivos com exposições verbais feitas pelo professor, que é autoritário.  A aprendizagem é receptiva e mecânica.
Tendência liberal renovada progressivista: A finalidade da escola é adequar as necessidades individuais ao meio social, retratando a vida o quanto possível, por meio de experiências que devem satisfazer os interesses do aluno e as exigências sociais. Trabalha com o método de “aprender fazendo”, com atividades adequadas às etapas do seu desenvolvimento e o professor é um auxiliador desse desenvolvimento.
Tendência liberal renovada não-diretiva: A escola se preocupa com os problemas psicológicos mais do que com os pedagógicos ou sociais. Nessa tendência os conteúdos ficam em segundo plano e os processos de ensino visam fazer com que os estudantes busquem seu próprio conhecimento. É uma tendência centrada no aluno, visando formar sua personalidade.
Tendência liberal tecnicista: A escola funciona como moderadora do comportamento humano, através de técnicas específicas e atividade da “descoberta” é função da educação.  O maior interesse é de produzir indivíduos “competentes” para o mercado de trabalho, utilizando-se da ciência objetiva, eliminando-se qualquer sinal de subjetividade. Utiliza do material instrucional sistematizado nos manuais, nos livros didáticos, nos módulos de ensino e nos dispositivos audiovisuais e o professor é apenas um elo entre a verdade cientifica e o aluno que é um indivíduo que não participa da elaboração do programa educacional.

PEDAGOGIA PROGRESSISTA: Manifesta-se em três tendências: a libertadora, a libertária e a crítico-social dos conteúdos. As versões libertadora e libertária têm em comum o anti-autoritarismo, dão mais valor ao processo de aprendizagem grupal do que aos conteúdos de ensino.
Tendência progressista libertadora: Mais conhecida como pedagogia de Paulo Freire, questiona concretamente a realidade das relações do homem com a natureza e com os outros homens, visando a uma transformação – daí ser uma educação crítica. Em relação aos conteúdos, estes são extraídos d problematização da prática de vida dos educandos. É uma pedagogia que tem caráter essencialmente político, o que muitas vezes dificulta de ser colocada em prática. Utiliza-se do diálogo como método de ensino, o professor coloca-se ao nível de seus alunos, adaptando-se às suas características e ao desenvolvimento próprio de cada grupo e não elimina toda relação de autoridade.
Tendência progressista libertária: A escola assume o papel de transformadora de personalidade dos seus alunos num sentido libertário e auto gestionário por meio de mecanismos institucionais de mudança. Há, portanto, um sentido expressamente político, a medida que se tem o indivíduo  como produto do social e que o desenvolvimento do individual se realiza no coletivo. As matérias são colocadas a disposição do aluno, mas não são exigidas, pois são um instrumento a mais, porque o importante é o conhecimento que resulta das experiências com o grupo. Os alunos têm a liberdade de trabalhar ou não, ficando o interesse pedagógico na dependência de suas necessidades ou das do grupo. O professor assume um papel de orientador, catalisador, instrutor e conselheiro, ele se mistura ao grupo por uma reflexão em comum, pois a pedagogia libertária recusa qualquer forma de poder ou de autoridade.
Tendência progressista “critico-social dos conteúdos”: Diferentemente das anteriores, acentua a primazia dos conteúdos no seu confronto com as realidades sociais, conteúdos estes, vivos, concretos e, portanto indissociáveis dessas realidades. A atuação da escola consiste na preparação do aluno para a vida adulta e suas contradições. O professor torna-se um mediador de trocas de conhecimentos estabelecidos na interação entre o meio (natural, social, cultural). O papel do adulto é insubstituível, mas acentua-se também a participação do aluno nesse processo. O aprender dentro da visão dessa pedagogia dos conteúdos, é desenvolver a capacidade de processar informações e de lidar com os estímulos do ambiente, organizando dados disponíveis da experiência.
               Podemos ver então que em cada tendência pedagógica há uma postura no que diz respeito ao aluno e ao professor. Em alguma delas o professor exerce uma autoridade que como se ele fosse o detentor da verdade de forma absoluta, em outras os alunos tem a “liberdade” de escolher se querem ou não participar das atividades pedagógicas. Diante dessa perspectiva, podemos aceitar que o professor domine de forma autoritária sobre a turma, ou aluno faça apenas o que deseja? Não, pois, situar o ensino centrado no professor e o ensino centrado no aluno em extremos opostos, é quase negar a relação pedagógica porque não há um aluno, ou grupo de alunos aprendendo sozinho, nem um professor ensinando para as paredes. Há um aluno que vive em confronto com sua herança cultural e seu modo de viver e um professor, que deverá ajudar esse aluno ultrapassar suas necessidades e criar outras, para ganhar autonomia, para ajuda-lo a distinguir a verdade do erro, para ajuda-lo a compreender as realidades sociais e sua própria experiência.

Por: José Gerlan Ferreira Santos

sábado, 4 de junho de 2016

Breve resumo sobre a História da Educação Infantil

A educação Infantil começa a surgir em um período de transformação da sociedade no século XVI. Nesse período a sociedade burguesa passa a reivindicar um novo modelo educacional que atendesse suas necessidades, mas foi especificamente no século XVII em que surgiram as primeiras preocupações com a educação infantil, onde Campenella elaborou as primeiras propostas educativas voltadas para crianças de 0 a 6 anos.
Ainda no mesmo século João Amós Comênio organizou em sua obra Didática Magna os quatro períodos de desenvolvimento, onde a infância (período de 0 a 6 anos) era o primeiro onde a tarefa educativa era atribuída aos pais, além disso, ele mesmo organizou uma matriz do que deveria ser trabalhado nessa fase.
Com a revolução burguesa no século XVIII e suas profundas mudanças nas estruturas sociais sentiu-se a necessidade de elaboração de novos métodos educacionais que se adequassem às essas novas mudanças. Nesse período destaca-se por suas muitas contribuições Jean Jacques Russeau, onde ressalta a importância de se enxergar a infância como um período distinto e com características próprias que precisam ser respeitadas e que a educação deveria se fazer presente em sua vida.
Ainda no século XVIII influenciado pelas ideias de Russeau destaca-se Johann Heinrich Pestalozzi, que em seu sistema pedagógico tinha como pressuposto básico propiciar à infância a aquisição dos primeiros elementos do saber de forma natural e intuitiva. Suas contribuições também foram de grande importância para o pensamento educacional do século XIX, onde destaca-se Friedrich Fröebel com a criação dos “Kindergardens” (jardins de infância), em 1837 na Alemanha. Suas teorias estão voltadas aos pressupostos idealistas, no amor à criança e à natureza e na compreensão do aspecto educativo da ludicidade.
O século XX foi marcado pelo surgimento do movimento escolanovista, movimento esse consequente das mudanças sociais e que teve grande importância para o estabelecimento da educação voltada às necessidades e interesses das crianças e sustentada por princípios da psicologia. Este século foi de bastante renovação das teorias pedagógicas, onde muitos teóricos se destacaram. Podemos citar Ovide Decroly, John Dewey, Maria Montessori (fundadora da Casa dei Bambini), Celestin Freinet, Jean Piaget e Vygotsky. Todos estes deram importantes contribuições ao contexto educacional de sua época com suas teorias que são até hoje referenciais nas nossas propostas pedagógicas e práticas na educação infantil, portanto faz - se necessário ter o conhecimento dessas teorias para que estas nos possibilitem fazer uma análise crítica compreendendo quais seus reais objetivos no campo do saber pedagógico para assim melhorar nossa prática.










Resenha crítica do artigo: Contribuições de Henri Wallon à relação cognição e afetividade na educação.

AFETIVIDADE, COGNIÇÃO E EDUCAÇÃO.

FERREIRA, Aurino Lima, ACCIOLY- RÉGNIER, Nadja Maria. Contribuições de Henri Wallon à relação cognição e afetividade na educação. Educar, Curitiba, n.36, p 21 – 38, 2010. Editora UFPR.

·       Aurino Lima Ferreira é professor do Departamento de Psicologia e Orientação Educacionais – Universidade Fe­deral de Pernambuco (UFPE); pesquisador associado do Pôle de recherche école & société - Institut Universitaire de Formation des Maîtres de Lyon – IUFM – France.

·       Nadja Maria Accioly-Régnier é Doutora em Psicologia – Université René Descartes - Paris V Sorbonne. Responsável do setor Pesquisa do Departamento de Ciências Humanas e Sociais do Institut Universitaire de Formation des Maîtres de Lyon-Pôle école et société – Université Claude Bernard Lyon 1 – France Laboratoire SIS (Santé Individu Société) – Université Lumière Lyon 2 – France.

            No artigo Contribuições de Henri Wallon à relação cognição e afetividade na educação, Aurino Lima Ferreira e Nadja Maria Accioly-Régnier fazem uma apresentação da teoria walloniana com objetivo de esclarecer à relação entre afetividade e cognição como bases para uma educação mais efetiva. Ainda trazem esta abordagem como uma das grandes dificuldades para o século XXI.

Sabemos que a Educação de uma forma geral tem se deparado no presente século com várias dificuldades, as instituições e os profissionais nem sempre estão preparados para enfrentar estas que por sua vez tornam o ambiente escolar em um lugar muitas vezes de inquietação para os nossos alunos que vem em busca de refúgio. A escola também mudou muito em relação ao seu papel diante da sociedade mais ainda não conseguiu se adaptar às realidades existentes em seu cotidiano, continua muitas vezes em seu tradicionalismo.
De início a questão da afetividade era encarada de maneira crítica por aqueles que se se baseavam na corrente positivista, e ignoravam o fato dessa importância da afetividade como base para a efetividade da aprendizagem escolar de crianças e adolescentes. Só a partir de 1970 houve um aumento de interesse sobre essa abordagem no meio científico quando dados empíricos começaram a comprovar a importância dessas teorias relacionadas à afetividade e cognição.
            Apesar de Wallon não ter sido pedagogo, ele trouxe importantes contribuições à pedagogia, pois, em sua teoria psicogenética para a compreensão do processo ensino-aprendizagem ele dá ênfase à importância da relação afetiva professor-aluno sendo o professor um mediador do conhecimento e este deve reconhecer o aluno como um ser integral que é condicionado pelo meio, que pode modificar as determinações genotípicas. Essa necessidade do meio engloba em um movimento dialético a afetividade, a cognição e os níveis biológicos e socioculturais e também traz contribuições para o processo ensino- aprendizagem.
O ser humano ao longo de sua vida passa por estágios que condicionam o seu desenvolvimento cognitivo, afetivo e emocional, os estágios apontados por Wallon são:
          ·       1º Estágio – impulsivo-emocional (0 a 1 ano).
                            ·       2º Estágio – sensório-motor e projetivo (1 a 3 anos).
                            ·       3º Estágio – personalismo (3 a 6 anos).
                            ·       4º Estágio – o categorial (6 a 11 anos).
                            ·       5º Estágio – puberdade e adolescência (11 anos em diante).
Cada estágio de desenvolvimento humano descrito pelo teórico é tido como um sistema completo em si e esse desenvolvimento não ocorre de forma linear e contínua, mas apresenta movimentos que implica integração, conflitos e alternâncias na predominância dos conjuntos funcionais. No que diz respeito à afetividade e cognição, esses conjuntos revezam-se, em termos de prevalência, ao longo desses estágios.

Enfim o artigo traz de forma bem complexa, com linguagem técnica científica as principais reflexões da teoria walloniana referente à tríade cognição, efetividade e educação. Os autores trazem uma introdução extensa com relatos de dois casos de jovens com problemas em sala de aula devido ao que lhes ocorreu em casa e na rua, mostrando assim a grande relação entre afetividade e cognição e sua presença no cenário educacional.
Ao seguir o artigo eles apresentam as causas da escolha do teórico para essa questão, e vão destrinchando todo o artigo dando definição das duas palavras chaves: afetividade e cognição segundo o pensamento de Wallon.
É certo que as teorias de Wallon em considerar o ser humano em sua totalidade e concretude,  é de extrema importância em nossa sociedade, que está carente de afeto. Se não estamos psicologicamente bem, é certo que teremos dificuldades no aprendizado, pois, o ser humano não é uma máquina, ele possui sentimentos, sofre, chora se alegra e sorri, e dependendo do que o meio lhe proporcione, obterá sucesso ou não no processo de ensino-aprendizagem de ambos os lados, educador e aluno.
Portanto é impensável ver a aprendizagem sem a afetividade no ambiente escolar. É necessário que os profissionais em educação fiquem mais atentos aos seus alunos, que vivem em conflitos, em uma busca constante por afeto, que em sua maioria não recebem em casa, ou recebem em sua forma negativa, que o educador possa respeitar, não reprimindo, mas acolhendo em busca de uma educação mais afetiva, pois a compreensão da pessoa como ser total nos conduz a um constante movimento produtor de transformações.



José Gerlan Ferreira Santos

Resumo sobre a teoria de Jerome Bruner

Para Jerome Brunner o desenvolvimento cognitivo depende do meio para sua aquisição e o ambiente deve proporcionar esse novo aprendizado através do educador que terá um papel de mediação.
Bruner dividiu os estágios de desenvolvimento cognitivo em três, são eles: 1º Estágio: respostas motoras (0 a 3 anos), 2º Estágio: icónico (3 a 9 anos/ 10 anos), 3º Estágio: simbólico (10 anos), para ele cada estágio possuí características cognitivas específicas, e que cada um destes são preparações para os outros estágios. Levou em consideração a questão da motivação, onde o educador teria que levar em conta os fatores culturais, motivacionais e pessoais, estabelecendo meios para que aprendizagem seja efetiva, como por exemplo a simplificação (adaptação) dos conteúdos. Para o teórico a organização curricular e a seleção das estratégias de ensino devem respeitar as características de cada estágio de desenvolvimento, adequando-se às mesmas. Também apresentou a ideia do currículo espiral que segundo ele é sempre possível apresentar os conteúdos aos alunos, desde que de forma adequada às suas representações, retomando-os mais tarde, a níveis de representação mais elaborados e a aprendizagem, para cada aluno, pode e deve retomar-se sempre no ponto em que este se encontre.



José Gerlan Ferreira Santos